Esse carrinho não é meu, nem teu, é de todos nós.

O nosso, a nossa terra. O nosso Deus, a natureza, que produz o alimento.

Certo dia, conheci o termo humanismo, percebi que ainda existiam pessoas que acreditavam em um mundo melhor. Passei então a estudar Jung e, em uma consagração de ayahuasca, compreendi a origem dos meus traumas. Também entendi meu impulso de revolta sobre aquele que eu também carinhosamente chamava de ”sistema”.


Hoje, acredito na revolução da consciência como ferramenta para na transformação pós-capitalista. Acredito nas plantas de poder como fonte de cura e na compreensão dos traumas e dores que nascem da pobreza, mas também da riqueza, essa busca incessante por poder.


Além do Carrinho, trabalho com No-Code Design. Sonho com uma internet realmente livre, onde a tecnologia seja uma ferramenta que conecte humanos, que ajude na construção de um mundo mais igual e, paradoxalmente, de uma vida mais desconectada.

Quem sou

De sobrenome do meio eurocêntrico e, no fim das contas, só mais um Silva. Aos 16 anos me tornei autodidata, acreditava que o computador poderia me libertar mais do que as salas de aula.

Meu nome é Thiago Vernetti da Silva.

Meu agradecimento. Em memória.

A minha avó paterna, que mesmo por trás daqueles óculos coloridos nunca deixou o espírito nordestino de onde veio. As histórias do meu avô paterno, que com sua humildade e sabedoria sempre soube o verdadeiro significado de compartilhar."

"Do meu avô materno não carrego tantas lembranças mas ficou uma história que só hoje eu entendo de verdade: por trás daquela casa mais frondosa, existiam reflexões profundas sobre a estrutura social."

A minha mãe que foi a melhor professora na divisão das empadinhas.

"E ao meu pai, que hoje voltamos a estar mais próximos, agradeço agora por algo que só o tempo ensina: os valores que ele me deu foram muito mais importantes do que os carrinhos que ele não pôde me dar."

Por um Brasil menos indiferente.